cravos
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Foi tudo um bocado de céu, tristemente azul, com cravos vermelhos a animar.
Houve tempos em que o que pensava saia com a força do som do tambor, tinha a convicção, sabia o que era a força da revolução!
Agora digo que SIM. Ou que NÃO. A boca diz só o que digo. Sei que digo o que quero. E tu dizes o que queres. Mas os tempos são difíceis, nem sempre digo que sim, ou que não, convencido do que digo. Falta-me, ao dizer as coisas, aquela força da convicção. A força da revolução.
Depois do adeus, depois de toda essa força, sobrou este Abril que temos, 100 tempestades, 100 paixões. Agora, entre nuvens baças, que é da cor dos cravos?
Houve tempos em que o que pensava saia com a força do som do tambor, tinha a convicção, sabia o que era a força da revolução!
Agora digo que SIM. Ou que NÃO. A boca diz só o que digo. Sei que digo o que quero. E tu dizes o que queres. Mas os tempos são difíceis, nem sempre digo que sim, ou que não, convencido do que digo. Falta-me, ao dizer as coisas, aquela força da convicção. A força da revolução.
Depois do adeus, depois de toda essa força, sobrou este Abril que temos, 100 tempestades, 100 paixões. Agora, entre nuvens baças, que é da cor dos cravos?
Sinto que foi tudo um bocado de céu. Tristemente azul. Com cravos vermelhos.
A animar.





